Esotérico

Gilberto Gil

Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu pra você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões
Todos iguais

Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível
Meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí

Não adianta nem me abandonar
Nem ficar tão apaixonada, que nada!
Que não sabe nadar
Que morre afogada por mim


© Gege Edições / Preta Music (EUA & Canadá)

ficha técnica da faixa:
voz e violão: Gilberto Gil
violão: Celso Fonseca
bateria e bandolim: Jorge Gomes
flauta: Lucas Santana
percussão: Marcos Suzano
baixo: Arthur Maia

Outras gravações:
"Gal", Gal Costa, Polygram
"Songbook Gilberto Gil", Kid Abelha, Lumiar
"Pura filosofia", Maria Bethânia e Gal Costa, Som Livre
"Luau", Rafael Greyck, Albatroz


"Uma tentativa de transpor a idéia do mistério divino, místico-religioso, para o campo do amor terreno; de desmistificar e humanizar a categorização do esotérico como algo inatingível, colocando-o como inerente à nossa natureza, à complexidade de nosso afeto. O ímpeto da canção nasceu da vontade de falar do sentido esotérico das coisas através de algo que fosse demasidamente humano como é a relação amorosa entre duas pessoas - não deixando, no fim, de remeter a questão para a divindidade (qualquer mistério está aquém do mistério do criador)."
BRWMB9800616