“Stevie Wonder me perguntou sobre o Joaquim Barbosa”, diz Gil
Bruno Astuto
Gilberto Gil gravou o Programa do Jô na tarde desta quarta-feira (5), em São Paulo. A atração foi inteiramente dedicada ao baiano que, entre outros assuntos, falou sobre o show gratuito que fará, no dia 25 de dezembro, na praia da Copacabana, com Stevie Wonder. Segundo Gil, em uma conversa por telefone, na semana passada, Stevie quis saber se era verdade que o Brasil agora tinha um presidente negro na alta corte da Justiça. “Stevie queria saber o nome dele. Eu disse: é Joaquim”, contou Gil, entre gargalhadas. “Wonder é um cara muito engajado nas causas negras”, completou.
Na entrevista para o Jô, Gil, estimulado pelo apresentador, ainda falou sobre a onda do politicamente correto. “Acho que isso não funciona com artista. Precisamos ser meio tortinhos. Não há necessidade de sermos certinhos”, disse. O cantor disse achar uma bobagem o patrulhamento feito atualmente na obra de Monteiro Lobato, acusado de racismo pelo livro ‘Caçadas de Pedrinho’, publicado em 1933. “Isso não faz o menor sentido”, defendeu.
O amigo e parceiro Caetano Veloso, perguntou, via telão, o que Gil achava do recente show que fez no Carnegie Hall, em Nova York, cantando forró e baião. “Viram só? Eu, com 70 anos, fui o responsável por levar o baião pela primeira vez ao Carnegie”, respondeu. Sobre a filha Preta Gil, Gil disse que, desde pequena, ela já demonstrava aptidões artísticas. “Ela tem o talento de entreter. É histriônica”.
Havia 11 anos que Gil não ia ao programa de Jô Soares. Além do papo, Gil cantou músicas como ‘A paz’, ‘Palco’ e ‘Eu vim da Bahia’. No final, claro, mesmo após três blocos, a platéia soltou um sonoro “ahhhh”. Gil, com sua serenidade, confortou: “Tudo que tem um começo, tem um fim. É o princípio taoísta”. A entrevista tem data de exibição prevista para sexta-feira, dia 7. Em tempo: nesta quinta-feira (6), às 20h30, Gil participará de um bate-papo, via internet, com jornalistas. A conversa terá transmissão ao vivo no site de ÉPOCA. |